Estatal registrou recorde na produção de petróleo e gás no começo do ano
A Petrobras ampliou em 6,4% sua produção de combustíveis no primeiro trimestre de 2026, em meio às turbulências provocadas pela guerra no Irã. A estatal alcançou 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para o diesel e o querosene de aviação, os mais afetados pelo conflito.
A estratégia foi reduzir a dependência de importações, que caíram 0,7% no período, especialmente para o diesel, cuja entrada no país recuou 26%. Para compensar, a companhia aumentou em 20% a importação de petróleo, reforçando o processamento interno.
O uso das refinarias atingiu 95% no trimestre, chegando a 97% em março, maior nível desde 2014. Nesse mesmo mês, a produção de diesel S-10 bateu recorde, com 512 mil barris por dia, consolidando o produto como líder nas vendas nacionais.
A decisão de priorizar a produção doméstica levou à suspensão de manutenções programadas, garantindo o abastecimento sem necessidade de importações. A presidente Magda Chambriard reforçou que a estatal consegue atender aos compromissos contratuais apenas com produção interna.
Além disso, a Petrobras registrou recorde na produção de petróleo e gás, com 3,2 milhões de barris por dia, alta de 16% em relação ao ano anterior. O avanço veio de plataformas como P-78, Alexandre de Gusmão, Anna Nery e Anita Garibaldi.
Enquanto isso, o governo tenta conter os impactos da guerra com um programa de subvenção ao diesel, mas o preço-teto estabelecido pela ANP tem sido considerado pouco atrativo para importadores. A agência aprovou ajustes no cálculo para tentar estimular a participação do mercado.
