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Na despedida de Powell, maioria ignora pressão de Trump e Fed mantém juros nos EUA

Da redação
29 de abril de 2026
Reunião do BC americano teve a maior divergência interna desde 1992

O Federal Reserve decidiu nesta quarta-feira (29) manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, em uma reunião marcada pela despedida de Jerome Powell da presidência do banco central dos Estados Unidos. Apesar da pressão do presidente Donald Trump por cortes, a maioria dos diretores optou pela estabilidade, citando inflação elevada e os impactos da guerra com o Irã. A decisão foi aprovada por 8 votos a 4, a maior divergência interna desde 1992, segundo agências de notícias.

O comunicado do Fed destacou que os preços globais de energia e os desdobramentos no Oriente Médio aumentam a incerteza sobre a economia americana. A inflação acelerou 0,9% em março, acumulando 3,3% em 12 meses, enquanto o desemprego recuou para 4,3%.

Mesmo assim, o comitê avaliou que os riscos de alta de preços justificam a manutenção da política monetária. Três dirigentes se opuseram ao viés de flexibilização incluído na declaração, e um quarto defendeu corte imediato de 0,25 ponto percentual.

A reunião encerra o ciclo de Powell, que assumiu em 2018 e conduziu o Fed em meio a pressões políticas e choques externos.

Trump já indicou Kevin Warsh como sucessor, nome que ainda precisa ser confirmado pelo Senado. O novo presidente herdará um cenário de inflação persistente, preços de petróleo acima de US$ 100 e um comitê dividido sobre os próximos passos da política monetária.

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