Crescimento é impulsionado pelo avanço da obesidade e pela maior busca por saúde e qualidade de vida
O mercado global de soluções para emagrecimento e gestão de peso deve mais que dobrar de tamanho na próxima década. Após movimentar cerca de US$ 297,4 bilhões em 2024, a indústria tem previsão de atingir US$ 689,9 bilhões até 2033, com taxa média de crescimento anual de 9,8%, segundo relatório da Fortune Business Insights.
O avanço é impulsionado, principalmente, pelo aumento das doenças associadas ao excesso de peso e pela ampliação da conscientização sobre saúde preventiva. Com isso, cresce a demanda por serviços que combinam orientação médica, reeducação alimentar e acompanhamento profissional.
Esse movimento também tem favorecido a expansão de empresas especializadas no setor. Redes voltadas ao emagrecimento e à estética corporal ampliam sua presença no Brasil e no exterior, acompanhando a maior procura por soluções estruturadas voltadas ao bem-estar e à qualidade de vida.
Segundo o médico Edson Ramuth, o crescimento do setor reflete uma mudança na forma como a obesidade passou a ser encarada. “Essa condição deixou de ser vista apenas como uma questão estética e passou a ser associada à gestão da saúde e à longevidade. Nesse mercado, cresce a procura por programas estruturados que combinem orientação médica, mudança de hábitos e acompanhamento profissional”, afirma.
Brasil segue tendência global
No Brasil, o cenário acompanha a dinâmica internacional. A obesidade mais que dobrou nas últimas duas décadas, passando de 11,8% da população adulta em 2006 para cerca de 25,7% em 2024, de acordo com dados da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde.
O crescimento tem ampliado a procura por programas de emagrecimento com acompanhamento profissional e foco em mudança de hábitos. A abordagem preventiva ganha espaço, com maior atenção à relação entre peso, qualidade de vida e risco de doenças crônicas.
Para Ramuth, o tema vem sendo cada vez mais tratado sob a perspectiva da saúde preventiva. “Quando observamos o cenário brasileiro, percebemos que a preocupação com o peso está cada vez mais ligada à qualidade de vida e à prevenção de doenças. O desafio agora é ampliar o acesso à informação e incentivar mudanças de hábitos que possam ser mantidas no longo prazo”, diz.
A expectativa é de continuidade na expansão do setor, impulsionada pela integração entre medicina preventiva e gestão do peso. “Devemos observar uma conexão cada vez maior entre saúde e emagrecimento. O controle do peso passa a ser entendido como parte essencial do cuidado com o corpo e da busca por longevidade, e o mercado está se estruturando para atender essa demanda de forma mais completa”, conclui.
