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Kinea lista “Os Dez Mandamentos” para mudar o Brasil e aumentar a produtividade

Lucas Andrade
16 de junho de 2026
Gestora aponta reformas e mudanças culturais como chave para destravar o crescimento brasileiro

A Kinea Investimentos divulgou um relatório que propõe uma agenda para destravar o crescimento brasileiro. Chamado de “Os Dez Mandamentos da Produtividade”, o estudo defende que o país precisa de uma travessia institucional e cultural para abandonar privilégios, subsídios sem avaliação e protecionismo, e adotar regras que incentivem eficiência, inovação e competição.

Segundo a Kinea, o Brasil já superou etapas importantes, como a hiperinflação e a construção de instituições macroeconômicas sólidas. Contudo, ainda falta enfrentar o desafio da produtividade. O relatório compara essa jornada à travessia bíblica: não basta sair da ordem antiga, é preciso construir uma nova arquitetura institucional que premie mérito e inovação.

Entre os pontos centrais estão a simplificação tributária, o fim de exceções eternas, maior abertura econômica, investimentos em infraestrutura, educação voltada para aprendizado real, estímulo ao crescimento empresarial, melhor alocação de capital, segurança jurídica e concorrência, avaliação constante de políticas públicas e inovação como estratégia horizontal. A lógica é substituir privilégios por competição e improviso por planejamento.

Para investidores institucionais, indica a Kinea, produtividade é uma variável lenta, embora seus sinais apareçam antes nos indicadores institucionais. Na visão da gestora, o mercado não precisa esperar uma década de resultados positivos para reprecificar o Brasil, basta acreditar que a direção mudou. Se os sinais forem claros, o país deixa de ser apenas uma história de juros altos e ciclos eleitorais e volta a ser uma história de convergência.

O relatório da Kinea ressalta que a travessia exige coragem política, institucional e cultural. O Brasil já mostrou capacidade de produzir excelência, porém precisa abandonar velhos ídolos — da proteção permanente ao subsídio sem avaliação — e construir uma nova ordem baseada em produtividade.

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