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Itaú vê corte limitado da Selic com choque do petróleo

Lucas Andrade
7 de abril de 2026
Banco avalia que há espaço para redução de cerca de 1 ponto percentual da taxa básica de juros

O choque recente no mercado global de petróleo, provocado pela guerra no Irã e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, elevou os preços da commodity para patamares entre 100 e 120 dólares por barril.

Segundo relatório do time de pesquisa macroeconômica do Itaú Unibanco, o impacto inflacionário desse movimento reduz o espaço para cortes mais agressivos na taxa Selic no Brasil.

O banco destaca que, historicamente, choques de petróleo tendem a ser persistentes e acabam exigindo respostas mais duras dos bancos centrais. A experiência recente de 2021-22, quando a inflação foi inicialmente tratada como transitória e obrigou uma correção monetária mais forte depois, reforça a necessidade de cautela.

Hoje, com expectativas de inflação já acima da meta em diversos países e políticas fiscais ainda expansionistas, o risco de desancoragem é elevado. No Brasil, a dinâmica é condicionada a fatores domésticos como câmbio e expectativas.

Dessa forma, o Itaú avalia que o ciclo de afrouxamento iniciado pelo Banco Central deve ser mais curto do que o previsto antes do conflito.

Conforme o relatório, se os preços do petróleo se mantiverem nos níveis atuais e não houver deterioração adicional das expectativas, haveria espaço para cortes de cerca de 1 ponto percentual (para 13,75%), abaixo dos 2,5 pontos projetados antes do choque (para 12,25%).

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