Prévia da inflação desacelera e registra menor taxa para o mês desde 2022
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, avançou 0,18% em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa desaceleração em relação a setembro, quando o índice subiu 0,48%, e é o menor para um mês de outubro desde 2022, quando havia registrado 0,16%.
A projeção era de que o IPCA-15 avançaria 0,24% neste mês, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Broadcast. No acumulado de um ano, a previsão era de que o índice fecharia em 5%.
Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,94% em 12 meses, ante 5,32% registrados até setembro. No acumulado de 2025, a inflação medida pelo indicador soma 3,94%. A mediana das projeções para o acumulado em 12 meses era de 5%, com estimativas variando de 4,87% a 5,10%.
O IPCA-15 é calculado com base na mesma metodologia do IPCA, mas com período de coleta e abrangência geográfica diferentes. O índice reflete a variação de preços em nove regiões metropolitanas — Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba e Belém —, além de Brasília e Goiânia, e considera o consumo típico de famílias com renda de um a 40 salários mínimos.
Os grupos
Além de transportes, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de outubro: vestuário (0,45%), despesas pessoais (0,42%), saúde e cuidados pessoais (0,24%), habitação (0,16%) e educação (0,09%).
Artigos de residência (-0,64%), comunicação (-0,09%) e alimentação e bebidas (-0,02%) apresentaram variação negativa.
O grupo de transportes (0,41%) mostrou expansão frente a setembro, quando caiu 0,25%. O resultado foi influenciado principalmente pelos combustíveis (1,16%) e passagens aéreas (4,39%). O etanol (3,09%), a gasolina (0,99%) e o óleo diesel (0,01%) apresentaram altas, enquanto o gás veicular teve queda de 0,40%.
Em despesas pessoais (0,42%), os destaques neste mês foram cinema, teatro e concertos (2,05%), pacote turístico (1,97%) e empregado doméstico (0,52%).
Já habitação, que desacelerou de 3,31% para 0,16%, a principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de 12,17% para -1,09%, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1. Entre os subitens com aumentos, os destaques são: gás de botijão (1,44%) e aluguel (0,95%).
Em alimentação e bebidas (-0,02%), a alimentação no domicílio registrou variação de -0,10%, após. Contribuíram para esse resultado as quedas da cebola (-7,65%), do ovo de galinha (-3,01%), do arroz (-1,37%) e do leite longa vida (-1,00%). Nas altas, destacam-se o óleo de soja (4,25%) e as frutas, que subiram, em média, 2,07%.
Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu desaceleração de setembro (0,36%) para outubro (0,19%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 0,70% em setembro para 0,42% em outubro) e da refeição (de 0,20% para 0,06%).
