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IPCA-15 sobe 0,06% em julho com pressão da conta de luz e de serviços

Da redação
28 de julho de 2026
Prévia da inflação desacelera em relação a junho, mas alta da energia elétrica, das passagens aéreas e da alimentação fora de casa mantém preços pressionados

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,06% em julho, desacelerando frente à alta de 0,41% registrada em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). No acumulado de 12 meses, o indicador ficou em 4,52%, abaixo dos 4,80% observados no período anterior.

Embora o índice tenha perdido força, a principal pressão veio do grupo Habitação, que registrou alta de 0,97%. O maior impacto individual foi da energia elétrica residencial, que subiu 3,03%, refletindo a vigência da bandeira tarifária amarela e reajustes aplicados por distribuidoras em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. Sozinha, a conta de luz respondeu por 0,12 ponto percentual do resultado do mês.

Outros itens que contribuíram para manter a inflação no campo positivo foram os serviços. As passagens aéreas registraram forte alta em julho, enquanto a alimentação fora do domicílio acelerou, impulsionada principalmente pelo aumento no preço das refeições. Esses movimentos compensaram parte do alívio observado em outras categorias de consumo.

O principal fator de contenção da inflação foi o grupo Alimentação e bebidas, que apresentou queda graças ao recuo dos preços dos alimentos consumidos em casa. Produtos como tomate, batata-inglesa e café ficaram mais baratos no período, reduzindo a pressão sobre o índice geral e impedindo que o IPCA-15 registrasse uma alta mais intensa.

Na avaliação do resultado, o IPCA-15 mostra que, apesar da desaceleração da inflação, pressões ligadas a preços administrados, como energia elétrica, e ao setor de serviços continuam presentes na economia. Ao mesmo tempo, o comportamento mais favorável dos alimentos contribuiu para que a prévia da inflação permanecesse praticamente estável em julho, reforçando um cenário de descompressão gradual dos preços, mas ainda com focos relevantes de alta.

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