O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 1,97% em dezembro. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de 3,51%. De janeiro e dezembro de 2020, o índice acumulou alta de 24,16%. Em dezembro de 2019, o índice subira 1,69% no mês e acumulava elevação de 6,39% em 12 meses. O índice mede a evolução de preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual.
“O IGP-10 é a primeira versão do índice geral a fechar o ano calendário, para o qual acumulou alta de 24,16%. A principal contribuição partiu do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo] que subiu 33,05% em 2020. Entre os três grupos que dividem o índice ao produtor por estágios de processamento, o destaque coube às matérias-primas brutas que subiram 64,17% e responderam por 61% do resultado do IPA. Já o IPC [Índice de Preços ao Consumidor] fechou o ano com alta de 4,72%, acima da meta de inflação. O grupo alimentação, que subiu 13,29% no ano, respondeu por 52% da inflação ao consumidor. Por fim, o INCC [Índice Nacional de Custo da Construção] subiu 8,50% em 2020. O destaque ficou por conta do materiais, equipamentos e serviços, cujos os preços avançaram 15,34% no ano”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da FGV.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 2,27% em dezembro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 4,59%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 2,94% em novembro para 2,46% em dezembro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 10,85% para 7,50%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,99% em dezembro. No mês anterior, a taxa havia sido 2,31%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,27% em dezembro. Em novembro, o índice havia apresentado taxa de 0,55%. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,40% para 4,50%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 3,03% para 36,45%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,25% para 1,21%), Alimentação (1,54% para 1,95%), Transportes (0,66% para 0,93%), Despesas Diversas (-0,04% para 0,17%), Comunicação (0,06% para 0,13%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,08% para 0,11%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,04% para 4,36%), frutas (0,09% para 2,02%), gasolina (1,28% para 1,79%), cigarros (-1,00% para 0,00%), mensalidade para TV por assinatura (-0,21% para 0,50%) e medicamentos em geral (-0,02% para 0,19%).
Em contrapartida, apenas o grupo Vestuário (0,27% para -0,23%) apresentou decréscimo em sua taxa de variação. A principal contribuição para este movimento partiu do item roupas, cuja taxa passou de 0,23% para -0,31%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,12% em dezembro. No mês anterior a taxa subira 1,51%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de novembro para dezembro: Materiais e Equipamentos (3,47% para 2,49%), Serviços (0,57% para 0,54%) e Mão de Obra (0,24% para 0,18%).
(FGV-IBRE)
