Kevin Warsh, ex-diretor do Federal Reserve, foi escolhido pelo republicano para o comando do banco central americano, com forte proximidade pessoal e críticas à política monetária atual
O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (30), via Truth Social, a indicação de Kevin Warsh (na imagem) para presidir o Federal Reserve (Fed). Trump elogiou o nome como “o candidato perfeito” e previu que ele será “um dos grandes presidentes do Fed, talvez o melhor”. A escolha ainda depende de aprovação do Senado e não surpreendeu o mercado, onde plataformas de apostas o apontavam como favorito após recente encontro com o republicano.
Warsh, que integrou a diretoria do Fed entre 2006 e 2011, é conhecido por defender uma política monetária mais dura, priorizando o controle da inflação para crescimento sustentável. Em agosto de 2025, ele criticou na CNBC a hesitação do Fed em reduzir juros, chamando-a de “grande ponto negativo”, e questionou o tamanho do balanço patrimonial e políticas expansionistas prolongadas.
Fora da esfera econômica, Warsh é genro de Ronald Lauder, bilionário com fortuna entre US$ 4,6 bilhões e US$ 5 bilhões, herdeiro da Estée Lauder e amigo de Trump há 60 anos, desde a escola de elite em Nova York nos anos 1960. Foi Lauder quem, em 2018, sugeriu a Trump a ideia de comprar a Groenlândia.
A proposta reacendeu no segundo mandato de Trump, evoluindo para discussões sobre anexação, gerando tensões com a Dinamarca, aliados europeus e a Otan. Lauder ampliou investimentos na ilha, estratégica por terras raras, petróleo, pesca e rotas árticas, incluindo “água de luxo” e energia hidrelétrica, conforme o livro The Divider, de Peter Baker e Susan Glasser. O primeiro-ministro da Groenlândia recomendou kits de emergência aos 56 mil habitantes, elevando a apreensão local.
