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IGP-M; IPA; IPC; INCC: o que revelam os índices de maio

Da redação
29 de maio de 2025
Nos preços ao produtor, expectativa positiva em relação ao volume da safra pressionou para baixo os preços de milho, soja e arroz

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,49% em maio, apresentando recuo significativo em relação a abril, quando havia registrado alta de 0,24%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 0,74% no ano e 7,02% nos últimos 12 meses. Em maio de 2024, o IGP-M registrou uma alta de 0,89% no mês, acumulando uma redução de 0,34% em 12 meses. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

“Nos preços ao produtor, a expectativa positiva em relação ao volume da safra atual pressionou para baixo os preços de milho, soja e arroz, contribuindo para a queda das matérias-primas brutas agropecuárias. Além disso, o minério de ferro voltou a recuar, reflexo da menor demanda global, o que reforçou a desaceleração do IPA. No IPC, a combinação entre a queda do querosene de aviação e o efeito da baixa temporada provocou recuo nas tarifas aéreas, colaborando para a desaceleração dos preços ao consumidor. Por fim, embora materiais e equipamentos tenham registrado deflação, o comportamento dos custos com mão de obra segue limitando uma desaceleração mais acentuada do INCC.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Em maio, a taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,82%, invertendo a trajetória em relação a abril, quando apresentou alta de 0,13%. Analisando os diferentes estágios de processamento, percebe-se que o grupo de Bens Finais desacelerou para 0,61% em maio, após alta de 0,91% em abril. Registrando comportamento oposto, o índice correspondente a Bens Finais, que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, subiu de 0,77% em abril para 0,79% em maio. A taxa do grupo Bens Intermediários caiu 0,33% em maio, após registrar 0,02% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) recuou para 0,19% em maio, após alta de 0,41% em abril. O estágio das Matérias-Primas Brutas registrou queda mais intensa, passando de -0,30% em abril para -2,06% em maio.

Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de 0,37%, apresentando recuo em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,46%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, quatro apresentaram reduções nas suas taxas de variação: Alimentação (0,80% para 0,46%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,09% para 0,79%), Comunicação (0,35% para -0,58%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,47% para -0,60%). Em contrapartida, os grupos Habitação (0,47% para 0,71%), Despesas Diversas (0,48% para 0,82%), Transportes (0,04% para 0,09%) e Vestuário (0,46% para 0,47%) exibiram avanços em suas taxas de variação.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,26% em maio, após registrar alta de 0,59% no mês anterior. Analisando os três grupos constituintes do INCC, observam-se desaceleração em suas respectivas taxas de variação na transição de abril para maio: o grupo Materiais e Equipamentos inverteu sua taxa de 0,35% para -0,12%; o grupo Serviços desacelerou de 0,50% para 0,40%; e o grupo Mão de Obra recuou de 0,91% para 0,72%.

(FGV)

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