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IGP-10 varia 0,18% em julho

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,18% em julho. No mês anterior, o índice havia subido 2,32%. Com esse resultado, o acumulado é de alta de 15,52% no ano e de 34,61% em 12 meses. Em julho de 2020, a variação era 1,91% no mês e acumulava elevação de 8,57% em 12 meses. O IGP-10 é um indicador nacional medido pela FGV IBRE – Instituto Brasileiro de Economia que calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência – no caso, julho.

“Os preços de commodities agrícolas de grande expressão no IPA, seguem em desaceleração, devolvendo, ainda que lentamente, parte da alta acumulada nos últimos 12 meses. Áreas de cultivo nos Estados Unidos seguem ameaçadas pela baixa umidade, o que pode interromper precocemente a desaceleração dos preços desses grãos. Em contrapartida, a valorização do real, sustentada pela continuidade da política fiscal expansionista nos EUA e pela trajetória de alta da Selic, devem contribuir para que os preços dessas commodities mantenham-se bem comportados no Brasil”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,07% em julho. No mês anterior, o índice havia registrado alta de 2,64%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 1,66% em junho para 1,27% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,06% para 2,10%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,58% em julho. No mês anterior, a taxa havia sido 2,29%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 2,24% em junho para 0,90% em julho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,46% para 0,25%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,08% em julho, ante 2,57% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 3,66% em junho para -1,78% em julho. As principais contribuições para este recuo partiram dos seguintes itens: minério de ferro (8,75% para -0,51%), soja em grão (-1,51% para -9,03%) e milho em grão (-0,11% para -8,52%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens suínos (-15,26% para 9,96%), bovinos (-0,18% para 2,54%) e leite in natura (3,11% para 5,88%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,70% em julho. Em junho, o índice havia apresentado taxa de 0,72%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Transportes (1,69% para 0,81%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,30% para -0,24%), Habitação (1,41% para 1,17%), Vestuário (0,83% para 0,34%) Despesas Diversas (0,26% para 0,18%) e Comunicação (0,10% para 0,04%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: gasolina (3,16% para 1,42%), plano e seguro de saúde (0,86% para -1,27%), taxa de água e esgoto residencial (2,08% para -0,04%), roupas (1,06% para 0,47%), alimentos para animais domésticos (2,70% para 1,24%) e serviços de streaming (2,16% para 0,54%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,76% para 2,23%) e Alimentação (0,21% para 0,45%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-8,95% para 26,99%) e frutas (-7,08% para -2,20%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,37% em julho. No mês anterior a taxa subira 2,81%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (2,50% para 1,43%), Serviços (1,18% para 0,70%) e Mão de Obra (3,37% para 1,45%).

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