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IGP-10, IPA, IPC, INCC: o que mostram os índices de junho

Da redação
17 de julho de 2023
Aceleração dos preços ao consumidor partiu da gasolina, cujo aumento ocorreu pela volta da cobrança de impostos federais

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 1,10% em julho. No mês anterior, a taxa havia sido de -2,20%. Com esse resultado, o indicador acumula variação de -5,20% no ano e de -7,89% em 12 meses. Em julho de 2022, o índice subira 0,60% e acumulava elevação de 10,87% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17) pela Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

“A aceleração do preço do minério de ferro (de -8,04% para 3,19%) e as quedas menos intensas registradas para o milho (de -15,63% para -9,49%) e para a soja (de -5,16% para -3,07%) contribuíram para o avanço da taxa do índice ao produtor. No âmbito do consumidor, a principal contribuição para a aceleração do IPC partiu da gasolina (de -3,20% para 2,26%), cujo aumento ocorre pela volta da cobrança do impostos federais (pis e cofins).  Na construção civil, o índice recuou devido a desaceleração dos reajustes captados para a mão de obra (de 2,27% para 0,28%)”, afirmou André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,54% em julho. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -3,14%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de -1,01% em junho para -0,97% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -2,21% para 0,49%. O índice relativo a Bens Finais, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,52% em julho. No mês anterior, a taxa foi de -0,03%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -3,36% em junho para -1,31% em julho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -12,77% para -2,77%. O índice de Bens Intermediários, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 1,08% em julho, contra queda de 1,68% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de -5,00% em junho para -2,38% em julho. As principais contribuições para a taxa menos negativa do grupo partiram dos seguintes itens: minério de ferro (-8,04% para 3,19%), milho em grão (-15,63% para -9,49%) e soja em grão (-5,16% para -3,07%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos seguintes itens: leite in natura (0,34% para -7,47%), café em grão (-5,57% para -10,99%) e cana-de-açúcar (1,44% para 0,15%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,02% em julho. Em junho, o índice caíra 0,18%. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (-1,93% para 0,99%), Transportes (-1,23% para -0,16%), Comunicação (-0,06% para 0,14%) e Alimentação (-0,21% para -0,17%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-11,47% para 5,50%), gasolina (-3,20% para 2,26%), tarifa de telefone móvel (-0,28% para 0,10%) e hortaliças e legumes (-2,47% para 2,73%). 

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,79% para -0,24%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,49% para 0,15%), Despesas Diversas (0,63% para 0,15%) e Vestuário (0,40% para 0,31%)  apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (1,42% para -0,85%), plano e seguro de saúde (1,04% para 0,38%), jogo lotérico (7,32% para 0,00%) e serviços do vestuário (-0,38% para -1,11%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,01% em julho. No mês anterior, a taxa foi de 1,19%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (0,10% para -0,22%), Mão de Obra (2,27% para 0,28%) e Serviços repetiu a taxa do mês anterior de 0,32%. 

(FGV)

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