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Haddad descarta ajuda fora da meta fiscal

Da redação
1 de agosto de 2025
Ministro diz que pacote federal para compensar impactos do tarifaço de Trump não exigirá alteração no marco fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta sexta-feira (1º) que o pacote de ajuda do governo federal aos setores atingidos pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos será viabilizado dentro da meta fiscal vigente, sem necessidade de mudanças no arcabouço atual.

“Na nossa proposta que está sendo encaminhada não vai existir isso. Embora tenha havido da parte do Tribunal de Contas da União a compreensão de que, se fosse necessário, poderia ocorrer fora da meta, não é a nossa demanda inicial”, afirmou Haddad ao chegar ao ministério.

Segundo o ministro, o plano do governo é respeitar o marco fiscal sem recorrer a exceções: “Entendemos que conseguimos operar dentro do marco fiscal sem nenhum tipo de alteração.”

Na véspera, o vice-presidente Geraldo Alckmin havia sugerido a possibilidade de contabilizar a ajuda fora do resultado primário, comparando o cenário ao socorro financeiro ao Rio Grande do Sul após as enchentes.

“Não queremos déficit nenhum. Queremos o menor impacto possível. Pode excluir do resultado primário, como foi no Rio Grande do Sul, que teve um fato superveniente”, afirmou Alckmin no programa “Mais Você”, da TV Globo.

O plano de contingência do governo ainda será anunciado, e poderá incluir crédito extraordinário para despesas urgentes. O objetivo é compensar os setores mais atingidos pela sobretaxa imposta pela gestão Trump, que exclui 44,6% das exportações brasileiras aos EUA, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

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