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Governo desperdiça R$ 240 milhões em medicamentos para câncer, aids, diabetes e malária

Seguidas falhas na gestão na Saúde farão com que o governo federal incinere R$ 240 milhões medicamentos, vacinas e testes em estoque que passaram do prazo de validade, aponta uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (6).O cemitério de insumos do SUS está em Guarulhos, São Paulo, onde estão armazenado 3,7 milhões de itens que começaram a vencer há mais de 3 anos, a maior parte durante a gestão de Jair Bolsonaro (imagem).

O conteúdo do estoque é mantido sob sigilo pela Saúde, mesmo com essa política de retenção de documentos internos sendo considerada inadequada pela Controladoria-Geral da União (CGU). A Folha conseguiu acesso às tabelas de alguns itens. Avalidas em R$ 10 milhões, as 820 mil canetas de insulina que serão jogadas fora seriam suficientes para 235 mil pacientes com diabetes durante um mês. Foram perdidos R$ 50 milhões em frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B (6 milhões de doses), varicela, e outras doenças.

Quando os itens distribuíveis pelo SUS não chegam aos usuários da saúde pública, o que se perde é bem mais que o valor da compra. Com o agravamento de comorbidades e doenças, os atendidos acabarão usando o sistema público para tratar de agravamentos, o que gerará gastos ainda maiores e cuidados mais complexos. Essa ineficácia corroí a saúde pública, que para funcionar de modo adequado precisa atuar na prevenção e no acompanhamento por meio de programas.

No fim de agosto, a má gestão do Ministério da Saúde atingiu o governo da Bahia, que reclamou do atraso na entrega de medicamentos como o metotrexato, usado para alguns tipos de câncer. Há 24 mil frascos-ampola vencidos em Guarulhos. A Saúde guarda também cerca de R$ 345 mil em produtos perdidos dos programas de DST/Aids, principalmente testes de diagnóstico, além de R$ 620 mil em insumos para prevenção da malária. Doenças contagiosas que precisam de controle para evitar surtos.

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