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Governo federal lança financiamento imobiliário para até R$ 2,25 milhões

Da redação
10 de outubro de 2025
Programa busca estimular o setor e ampliar acesso da classe média à casa própria com juros limitados a 12% ao ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta sexta-feira (10), em São Paulo, um novo modelo de crédito imobiliário dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). A principal mudança é o aumento do teto de financiamento, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, com taxa máxima de juros de 12% ao ano.

A medida, que utiliza recursos da poupança, atende a uma demanda antiga do setor da construção civil e deve beneficiar principalmente a classe média. O novo modelo, segundo o governo, entra em vigor imediatamente e poderá injetar até R$ 20 bilhões na economia por meio da ampliação do crédito habitacional.

O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro das Cidades, Jader Filho, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Galípolo destacou que a nova estrutura de crédito “resolve problemas estruturais” e amplia o acesso da população ao financiamento sem pressionar a inflação. “Maximizamos os recursos da poupança e criamos condições para taxas mais competitivas, com estabilidade e inclusão”, afirmou.

O ministro Jader Filho ressaltou que a medida é voltada para famílias com renda média mensal de cerca de R$ 12,5 mil, faixa que, segundo ele, “tem dificuldade em conseguir crédito justo para comprar a casa própria”. Com a nova regra, a Caixa Econômica Federal deve abrir 80 mil novos financiamentos com juros mais acessíveis.

Durante o período de teste, que vai até o fim de 2026, os bancos terão incentivos para ampliar a oferta de crédito imobiliário: instituições que concederem mais financiamentos poderão usar parte maior dos recursos da poupança de forma livre, reduzindo o compulsório de 20% para 15%.

A expectativa é de que, com o novo modelo, o volume de crédito habitacional cresça de forma sustentável, equilibrando estímulo econômico e estabilidade financeira, um movimento que o governo vê como estratégico às vésperas do novo ciclo eleitoral.

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