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Força feminina cresce e puxa alta histórica no agro

Da redação
28 de novembro de 2025
Participação das mulheres cresce mais que a masculina e liderança no campo avança; Minas Gerais concentra 86,7 mil propriedades geridas por mulheres

A força de trabalho feminina ganhou protagonismo no agronegócio brasileiro em 2025. No segundo trimestre, o setor registrou um recorde histórico de 28,2 milhões de trabalhadores, segundo boletim do Cepea em parceria com a CNA. O avanço foi puxado pelas mulheres: a ocupação feminina cresceu 1,9% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a masculina subiu apenas 0,2%.

Hoje, quase quatro em cada dez trabalhadores do agro são mulheres. Elas já ocupam 37,9% dos postos, somando 10,8 milhões de profissionais — o maior contingente da série.

Liderança feminina no campo avança

Além da participação na força de trabalho, as mulheres ampliam sua presença na gestão de propriedades rurais. De acordo com o Observatório das Mulheres Rurais do Brasil, da Embrapa, o número de estabelecimentos liderados por elas cresceu 44% em dez anos: de 656,2 mil para 946 mil, o equivalente a 19% do total.

A expansão também se reflete em área: houve aumento de 66,5% na extensão administrada por mulheres, totalizando 11,96 milhões de hectares.

Minas Gerais se destaca no café feminino

No maior estado produtor de café do país, o movimento é ainda mais evidente. Minas Gerais reúne 86,7 mil propriedades comandadas por mulheres, segundo os dados mais recentes. O avanço se conecta ao fortalecimento do chamado “café feminino”, iniciativa que combina protagonismo econômico, sustentabilidade e redes de cooperativismo entre produtoras.

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