A estimativa para o IPCA deste ano passou de 5,11% para 5,30%
O mercado financeiro voltou a elevar as projeções para inflação, taxa básica de juros, crescimento econômico e câmbio em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC). O levantamento, que reúne estimativas de instituições financeiras, reforça a expectativa de que os juros permanecerão elevados por mais tempo diante da persistência das pressões inflacionárias.
A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,11% para 5,30% em 2026, marcando a 14ª alta consecutiva. Para 2027, a expectativa subiu de 4,03% para 4,10%, enquanto as estimativas para 2028 avançaram de 3,65% para 3,68%. Já para 2029, a projeção foi mantida em 3,50%. As previsões seguem acima da meta de inflação nos próximos anos, indicando um cenário de maior cautela para a política monetária.
No caso da taxa Selic, a expectativa para o fim de 2026 foi elevada de 13,50% para 13,75% ao ano. Para 2027, a projeção passou de 11,50% para 12%, enquanto para 2028 subiu de 10% para 10,25%. A revisão ocorre na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir o novo patamar dos juros básicos da economia, decisão acompanhada de perto por investidores e agentes do mercado.
As estimativas para a atividade econômica também melhoraram ligeiramente. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,91% para 1,96%, enquanto a previsão para o dólar no fim do próximo ano subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20. Para 2027, a expectativa para a moeda norte-americana avançou de R$ 5,20 para R$ 5,25, refletindo um cenário de maior cautela em relação às condições econômicas e fiscais do país.
As revisões desta semana reforçam a percepção do mercado de que o processo de convergência da inflação para a meta deverá ser mais lento, mantendo o ambiente de juros elevados por um período maior do que o previsto anteriormente.
