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Febraban eleva projeção de crédito para 8,4% em 2026

Da redação
19 de fevereiro de 2026
Pesquisa com 21 bancos indica expansão puxada por crédito direcionado e famílias, mesmo com Selic ainda elevada

Os bancos melhoraram ligeiramente a projeção para o crescimento do crédito em 2026, apesar do cenário de juros ainda altos. Segundo a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa de expansão da carteira total passou de 8,2%, em dezembro, para 8,4%.

Se confirmado, o resultado representará desaceleração em relação ao avanço de 10,2% registrado em 2025.

O levantamento, realizado entre 3 e 9 de fevereiro com 21 instituições financeiras, mostra que a revisão foi puxada principalmente pelo crédito direcionado, cuja projeção subiu de 9,4% para 9,6%. No segmento voltado às empresas, a estimativa avançou de 9,7% para 11,1%, refletindo programas governamentais voltados a micro, pequenas e médias empresas. Já o crédito direcionado às famílias teve leve ajuste para baixo, de 9,1% para 9%.

Na carteira com recursos livres, a expectativa de crescimento permaneceu estável em 7,6%. Dentro desse grupo, o crédito às pessoas físicas subiu de 8,6% para 9,1%, apoiado por um mercado de trabalho considerado resiliente. Para pessoas jurídicas, a projeção recuou de 6,2% para 5,6%.

O diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, Rubens Sardenberg, afirmou que, mesmo com a taxa básica de juros elevada, o crédito deve manter ritmo consistente de expansão ao longo do ano, ainda que com leve moderação.

Para 2027, a expectativa é de crescimento de 7,7% na carteira total, sendo 7,4% na carteira livre e 8,3% na direcionada.

Selic e atividade

Os bancos também projetam o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central do Brasil, com redução de 0,5 ponto percentual na Selic já em março. Mais de 60% das instituições ouvidas acreditam que a taxa encerrará 2026 abaixo de 12,25%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), diminuiu a parcela de bancos que projeta crescimento em torno de 1,8% — atual consenso do mercado. Por outro lado, aumentou o número de instituições que espera expansão acima desse patamar.

Fiscal e inadimplência

No campo fiscal, 71,4% dos bancos avaliam que o governo precisará adotar medidas adicionais para cumprir a meta de 2026, proporção menor que a registrada em dezembro.

A pesquisa aponta ainda estabilidade na projeção de inadimplência da carteira livre, estimada em 5,2% para 2026, abaixo dos 5,5% observados em 2025. Para 2027, a expectativa é de recuo para 4,9%.

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