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Exportações da China surpreendem em dezembro e superávit bate recorde

Da redação
14 de janeiro de 2026
Vendas externas crescem acima do esperado apesar da forte retração no comércio com os Estados Unidos

As exportações da China cresceram acima das expectativas em dezembro e impulsionaram o superávit comercial do país a um nível recorde, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pela alfândega chinesa.

As vendas externas avançaram 6,6% em dólares na comparação anual, superando com folga a projeção de alta de 3% do mercado e acelerando em relação ao crescimento de 5,9% registrado em novembro. As informações foram divulgadas pela CNBC. Já as importações subiram 5,7%, no ritmo mais forte desde setembro.

No acumulado de 2025, as exportações chinesas cresceram 5,5%, enquanto as importações ficaram praticamente estáveis. Com isso, o superávit comercial do país atingiu US$ 1,19 trilhão, uma alta de 20% em relação a 2024.

Comércio com os EUA segue em queda

Apesar do resultado robusto, o comércio entre a China e os Estados Unidos permaneceu em retração em dezembro, reflexo das tensões tarifárias entre as duas maiores economias do mundo. As exportações chinesas para o mercado americano despencaram 30% na comparação anual, enquanto as importações recuaram 29%, marcando o nono mês consecutivo de queda nos embarques ao país.

No acumulado de 2025, as vendas da China para os EUA caíram 20%, evidenciando uma mudança estrutural no fluxo comercial chinês, com maior diversificação de mercados e fortalecimento das exportações para outras regiões.

Trégua tarifária e acordo agrícola

Em outubro, Pequim e Washington anunciaram uma trégua comercial de um ano, que incluiu a reversão parcial de tarifas e de medidas de controle de exportações. Como parte do acordo, a China se comprometeu a adquirir ao menos 12 milhões de toneladas de soja americana até fevereiro, segundo dados oficiais.

Ainda assim, analistas avaliam que os números de dezembro reforçam a resiliência do setor externo chinês e indicam uma estratégia cada vez mais voltada à redução da dependência do mercado norte-americano.

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