Movimento reflete impasse nas negociações entre as duas maiores economias do mundo; trégua tarifária entre Pequim e Washington termina em 12 de agosto
As exportações da China para os Estados Unidos recuaram 6,1% entre junho e julho de 2025, somando US$ 35,8 bilhões no mês passado, ante os US$ 38,2 bilhões registrados em junho. O declínio ocorre em um momento de trégua temporária entre os dois países, que ainda não chegaram a um acordo duradouro para resolver suas disputas comerciais.
A trégua tarifária, acordada inicialmente em maio e ratificada em julho em Estocolmo, prevê a manutenção das tarifas americanas sobre produtos chineses em 30% e das tarifas chinesas sobre produtos dos EUA em 10%. O período de 90 dias de suspensão das medidas mais severas termina em 12 de agosto, o que gera incerteza sobre os próximos passos da guerra comercial iniciada ainda no governo Donald Trump.
Apesar da queda nas exportações para os EUA, os dados das alfândegas chinesas mostram que, em julho, as exportações totais da China cresceram 7,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando a projeção de 5,6% da Bloomberg. As importações chinesas também vieram acima do esperado, com alta de 4,1%, frente a uma expectativa de retração de 1%.
