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Exame: Softbank divulga resultados

Lucro do conglomerado está pressionado com maior escrutínio chinês sobre o sistema de empresas de tecnologia local

Há 3 meses, sobravam razões para comemorar no conglomerado japonês SoftBank. O grupo apresentava os resultados trimestrais do primeiro período do ano e havia registrado o maior lucro de uma empresa japonesa até então: foram 46 bilhões de dólares em um ano, surfando a onda das startups que foram a público e abriram capital no período.

O grupo parecia recuperado do início da pandemia, quando suas ações caíram 50% entre fevereiro e março do ano passado. O caos não retornou na divulgação dos resultados do segundo trimestre nesta terça-feira, mas um pouco de cautela.

Resta saber se o lucro grande do primeiro trimestre ficou no passado. Em maio deste ano o conglomerado teve lucro de 45 bilhões de dólares – um recorde para empresas japonesas. O resultado do segundo trimestre de 2021 deve sair nesta terça-feira, 10 de agosto.

Parte da culpa para a perspectiva mais pessimista de agora está na China: empresas de tecnologia e investimentos do SoftBank enfrentaram a vigilância do governo, que endureceu a cobrança por competitividade o país. A participação do SoftBank no Alibaba, por exemplo, valia centenas de bilhões de dólares, e foi cortada pelo aumento da regulação chinesa.

Alguns IPOs recentes de investidas do SoftBank apresentaram bons resultados, mas o momento atual ficou de fora do balanço de hoje, como a Didi, gigante de caronas da China, cujas ações valem 67% do que valiam durante o IPO.

Nos últimos 4 anos, o SoftBank aportou 84 bilhões de dólares em startups com o Vision Fundo e a continuação do projeto, e se tornou o maior investidor de empresas de tecnologia do mundo. Na semana passada, num único dia, o Softbank anunciou três investimentos no Brasil, num total de quase R$ 1 bilhão, nas companhias Único, Omie e Avenue.

A estratégia de investir em empresas do setor de tecnologia pagou durante a pandemia, mas os palpites chineses do grupo devem seguir sendo questionados pelo reguladores locais.

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Por Thiago Lavado

Publicado anteriormente em: https://cutt.ly/gQIbnaH

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