PATROCINADORES

Exame: com Yellen e Biden, estímulo trilionário nos EUA agora sairá do papel?

Da redação
2 de dezembro de 2020

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, voltou a falar na terça-feira sobre passar o pacote de estímulos americano ainda em dezembro. A notícia animou os mercados porque as conversas tinham praticamente sido paralisadas em virtude da eleição americana.

Nos últimos meses, republicanos (que controlam o Senado) e democratas (que controlam a Câmara) têm tido dificuldade em chegar a um novo acordo de estímulo para a economia americana, após os mais de 3 trilhões de dólares já empregados no começo da crise da covid.

Ao menos três sugestões pipocaram nas negociações no Congresso americano. A nova sugestão de McConnel, agora, foi incluir recursos contra o coronavírus junto com um pacote de 1,4 trilhão de dólares para financiar agências federais (que, se não passar rapidamente, levará o governo a um shutdown; daí a escolha por um incluir as polêmicas medidas anti-covid no mesmo bolo). O plano seria incluir mais de 330 bilhões de dólares em empréstimos a pequenos negócios.

O senador tem defendido até 500 bilhões de dólares nesse novo pacote, mas é um valor parecido justamente ao que vem sendo rejeitado no Congresso há meses pelos democratas da Câmara.

Já os líderes democratas no Senado e na Câmara, Chuck Schumer e Nacy Pelosi, também procuraram McConnel na busca por novas formas de conciliar e fechar um acordo, algo que não acontecia há algum tempo. Os detalhes da conversa não foram divulgados. Os democratas defenderam nos últimos meses um pacote de mais de 2 trilhões de dólares, rejeitado pelos republicanos e pelo governo do presidente Donald Trump.

Por fim, também na terça-feira, um grupo bipartidário de senadores e deputados sugeriu um pacote maior que o dos republicanos, mas não tanto quanto o dos democratas: de 908 bilhões de dólares, que teria medidas de auxílio a negócios, algumas novas parcelas de auxílio a desempregados, companhias aéreas e outras indústrias.

Os EUA já investiram 3 trilhões de dólares em medidas de combate aos efeitos do coronavírus no começo deste ano, valor que inclui de auxílio a pessoas e empresas à compra de equipamentos médicos.

Embora os novos avanços na discussão do estímulo sejam opções parecidas com as já rejeitadas anteriormente, novos fatores como a transição do governo Biden e o avanço cada vez mais persistente da covid-19 pelo interior dos EUA podem levar a uma nova leva de negociações mais positiva por parte dos congressistas.

Pela parte do governo Trump, até então, as negociações tinham ficado a cargo do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. A partir de janeiro, no novo governo Biden, quem assume é a ex-presidente do Fed (banco central americano), Janet Yellen.

Seu nome foi bem visto pelo mercado. Em discurso ontem para a apresentação de seu nome oficialmente, Yellen disse que é preciso agir com “urgência” contra os impactos econômicos da crise. Ao reiterar como a pandemia intensificou a desigualdade social, de raça e de gênero disse que “precisamos ter certeza de que a recuperação econômica incluirá todo mundo”.

Por Carolina Riveira

Publicado originalmente em https://exame.com/mundo/com-yellen-e-biden-estimulo-trilionario-nos-eua-agora-saira-do-papel/

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve