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Exame: Aneel deve manter bandeira vermelha 2 em agosto

Agência de energia elétrica cogita também aumento de valor da faixa tarifária, que passaria de R$ 6,24 para R$ 11,50 a cada 100 kWh consumidos. Consulta pública sobre a proposta encerra nesta sexta-feira

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define nesta nesta sexta-feira, 30, se mantém em agosto a bandeira tarifária vermelha 2, o mais alto patamar de cobrança de energia elétrica. A expectativa do banco Itaú Unibanco é que seja prorrogada mais uma vez a faixa tarifária nível 2, em vigor desde junho, em razão da mais grave crise hídrica em 90 anos.

A conta luz dos brasileiros vem sendo alvo de aumentos de preços sistemáticos. Em julho, a Aneel liberou a cobrança extra no valor da bandeira vermelha 2 , que passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos, um reajuste de 52%.

A Aneel cogita ainda um novo reajuste na atual faixa tarifária. Termina nesta sexta-feira a consulta pública aberta pela agência que trata de uma elevação no valor da bandeira vermelha 2. A proposta é uma cobrança extra de R$ 11,50 a cada 100 kWh consumidos nos próximos meses. Se aprovado o reajuste, isso significa que, em um intervalo de dois meses, a sobretaxa aplicada à conta de luz irá sofrer uma alta de 80%.

Os aumentos seguidos da conta de luz têm impactado a expectativa de inflação. A Necton elevou de 6,5% para 6,9% a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021. Em nota, o economista-chefe da corretora, André Perfeito, atribuiu ao ambiente hídrico desafiador, que tem elevado o uso de termoelétricas, a principal razão para a pressão sobre o valor da energia elétrica residencial.

Risco de esgotamento


O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acendeu um novo alerta sobre os desafios do setor elétrico brasileiro neste ano frente ao cenário de grave crise hídrica nos reservatórios de hidrelétricas, prevendo um esgotamento de praticamente todos os recursos energéticos em novembro.

O sinal vermelho foi ligado após o órgão elevar a previsão de carga e considerar uma menor e mais “realista” disponibilidade térmica para atender a demanda de energia, conforme nota técnica publicada na noite de quinta-feira.

O cenário, segundo o órgão, “resulta em uma degradação dos níveis de armazenamento ao final do período seco quando comparado com os resultados do estudo prospectivo anterior, em especial dos subsistemas Sul e Nordeste”.

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Por Da Redação Exame

Publicado anteriormente em: https://cutt.ly/bQsvbey

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