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EUA em shutdown histórico: 750 mil funcionários afastados e ouro bate recorde

Da redação
1 de outubro de 2025
Paralisação parcial do governo impacta serviços, economia e mercados financeiros

O governo federal dos Estados Unidos entrou em shutdown parcial após o Congresso não aprovar o orçamento, afastando cerca de 750 mil funcionários públicos sem pagamento. A medida entrou em vigor à meia-noite (hora local) desta quarta-feira, acionando planos de contingência que mantêm em funcionamento apenas serviços essenciais, como forças armadas, segurança e aeroportos.

Segundo estimativas do governo, a paralisação pode custar US$ 400 milhões por dia, e o relatório de emprego de setembro terá de ser adiado. Entre os serviços afetados estão programas sociais, manutenção de parques nacionais e pagamentos de benefícios a servidores não essenciais.

Conflito político e tentativas frustradas de acordo

O impasse ocorre devido à incapacidade de republicanos e democratas chegarem a um consenso sobre o financiamento federal. Na terça-feira (30), o Senado rejeitou propostas de ambos os partidos: a democrata e a republicana, que prorrogaria o orçamento até 21 de novembro. O resultado deixou a votação abaixo dos 60 votos necessários, mantendo o bloqueio orçamentário.

O governo Trump responsabiliza os democratas pela paralisação, enquanto líderes democratas afirmam que os cortes propostos afetariam programas essenciais de saúde, como o Medicaid. Analistas alertam que cada semana de shutdown pode reduzir em 0,2 ponto percentual o crescimento anual da economia norte-americana.

Impacto nos mercados

A paralisação também afetou os mercados financeiros: os futuros americanos recuaram, o ouro atingiu recorde de US$ 3.895 por onça e o dólar caiu, em meio a expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Consequências para cidadãos e economia

O fechamento afeta a rotina de milhões de americanos. Parques nacionais ficam sem guardas florestais, viagens aéreas podem sofrer atrasos e pagamentos de programas sociais serão suspensos. Funcionários essenciais trabalharão sem receber salários até que o orçamento seja aprovado.

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