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Estudo revela os trabalhadores mais impactados pela pandemia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira (14) a análise do desempenho recente do mercado de trabalho e as perspectivas para 2021. Apesar da melhora no segundo semestre de 2020, o cenário de incertezas segue elevado. De acordo com dados da PNAD Contínua, embora a ocupação tenha voltado a crescer após ter atingido, em julho do ano passado, o menor valor da série (80,3 milhões), em janeiro deste ano, havia 86,1 milhões de trabalhadores ocupados no país, bem abaixo do observado antes da pandemia (94 milhões em janeiro de 2020).

Os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos foram os mais prejudicados pela pandemia. A taxa de desocupação subiu de 23,8% no quarto trimestre de 2019 para 29,8% no mesmo período de 2020, o que corresponde a quase 4,1 milhões de jovens a procura de emprego. No recorte por escolaridade, a desocupação foi maior para os trabalhadores com ensino médio incompleto: alta de 18,5% para 23,7%, na mesma base de comparação. Em contrapartida, a ocupação dos que têm ensino superior continuou crescendo e houve alta de 4,7%, na comparação entre os números de trabalhadores nesta condição, nos respectivos trimestres de 2019 e 2020.

O documento indica também que, no quarto trimestre de 2020, a taxa de desemprego para o sexo feminino (16,4%) foi superior à do sexo masculino (11,9%). No recorte regional, ainda no último trimestre do ano, as regiões Nordeste e Sudeste tiverem maior incremento na taxa de desemprego: de 13,6% para 17,2% e 11,4% para 14,8%, respectivamente.

A perspectiva para 2021 é que, apesar da expectativa de aceleração da atividade econômica, as vagas geradas não devem ser suficientes para suprir não apenas os desocupados como também quem deve sair da inatividade. Sendo assim, a taxa de desocupação deve seguir elevada.

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