Entrada de capital estrangeiro é a maior desde 2022, impulsionada por ações “baratas” e queda de juros no Brasil
O fluxo de capital estrangeiro na B3 somou R$ 53,37 bilhões no primeiro trimestre de 2026, marcando o melhor desempenho desde 2022. O movimento ocorre mesmo em meio às incertezas geopolíticas no Oriente Médio e reflete, principalmente, o valuation mais atrativo das ações brasileiras em comparação com mercados desenvolvidos e outros emergentes.
A percepção de “desconto” nos papéis listados no Brasil tem sido um dos principais motores da entrada de recursos internacionais. A esse cenário se somam fatores como o início do ciclo de queda de juros no país, a partir de março, e as expectativas em torno da disputa presidencial deste ano.
Somente em março, os investidores estrangeiros aportaram R$ 11,66 bilhões líquidos na Bolsa, resultado de compras que somaram R$ 512,8 bilhões e vendas de R$ 501,14 bilhões. No último pregão do mês, dia 31, a entrada foi de R$ 2,18 bilhões.
No mesmo dia, o Ibovespa avançou 2,71%, aos 187.461 pontos, com volume financeiro de R$ 37,9 bilhões — um desempenho que reforça o protagonismo do investidor estrangeiro na dinâmica recente do mercado brasileiro.
