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Está na hora de inventar o futuro digital do governo

Da redação
3 de maio de 2026
Campos Neto escreve sobre IA, mercado de trabalho e a chance de reinventar o Estado

Em sua coluna publicada na Folha de S. Paulo, Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e hoje vice-chairman do Nubank, defende que o Brasil precisa usar a inteligência artificial não apenas para aumentar a produtividade, mas também para reinventar o Estado. Segundo ele, a IA tem potencial para reduzir despesas, melhorar serviços e devolver credibilidade ao governo ao mostrar que é possível fazer mais com menos.

Campos Neto lembra que o país já foi protagonista ao criar o Pix, que revolucionou o sistema de pagamentos e incluiu milhões de pessoas no sistema financeiro formal. Agora, a oportunidade é aplicar a mesma lógica ao setor público.

Exemplos já existem, aponta ele: o Tesouro Nacional reduziu de mil para oito horas o tempo de uma classificação orçamentária usando redes neurais, e a CGU evitou bilhões em contratos suspeitos com sistemas de IA. Esses casos mostram que a automação inteligente corta custos e melhora a entrega de serviços.

O desafio, segundo ele, é transformar o potencial em escala. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028, e se os resultados forem semelhantes aos já observados, o retorno fiscal será expressivo. Campos Neto destaca que não se trata de gasto corrente, mas de investimento com retorno mensurável.

Para o ex-presidente do BC, o Brasil tem diante de si a chance de liderar uma nova transformação. Assim como ajudou a inventar o futuro do dinheiro, agora pode inventar o futuro digital do governo.

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