Levantamento do Banco Central indica IPCA de 4,5% neste ano e revisões para baixo nas projeções de 2026
As instituições não financeiras projetam que a inflação oficial encerrará 2025 no limite máximo da meta estabelecida pelo governo. Segundo a 9ª rodada da pesquisa Firmus, divulgada nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, a expectativa das empresas é de que o IPCA fique em 4,5% neste ano.
O centro da meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A projeção indica, portanto, que os preços devem avançar até o teto permitido pelo regime de metas.
O levantamento refere-se ao quarto trimestre de 2025 e ouviu 240 empresas entre os dias 10 e 28 de novembro, 16 a mais do que na edição anterior. Em relação à pesquisa divulgada em agosto, houve revisão relevante das expectativas. Naquele momento, as empresas estimavam inflação de 5% ao fim de 2025.
Para 2026, as instituições não financeiras também ajustaram suas projeções. A expectativa de inflação recuou de 4,5% para 4,2%, sinalizando uma percepção de desaceleração gradual dos preços no médio prazo.
A pesquisa Firmus também mostrou revisões em outros indicadores macroeconômicos. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto passou de 2,05% para 2,1%. Já a expectativa para a taxa de câmbio nos próximos seis meses caiu de R$ 5,60 para R$ 5,50.
A pesquisa Firmus é um dos instrumentos utilizados pelo Banco Central para acompanhar a percepção das empresas sobre a economia. As informações têm como principal referência o Boletim Focus, questionário divulgado semanalmente pela autoridade monetária com projeções de inflação, juros, câmbio e atividade econômica.
As expectativas coletadas nesses levantamentos são acompanhadas de perto pelo Copom e influenciam as decisões sobre o ritmo e a intensidade dos ajustes na taxa básica de juros.
