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Empresas migram da Argentina para o Brasil

Empresas migram da Argentina para o Brasil

Está ruim, mas poderia ser pior – ou estar na Argentina. Em apenas duas semanas, a Basf e a Axalta anunciaram que vão migrar suas operações para o Brasil. A Saint-Gobain Sekurity vai demitir os funcionários de sua fábrica e passar as operações para uma unidade brasileira. As três empresas atuam no setor automotivo, fornecendo tintas, resinas e vidros temperados, respectivamente.

A crise do coronavírus não é tão contundente na Argentina, mas o país tem problemas de caixa, é visto com grande desconfiança pelos investidores internacionais, renegocia a remuneração de seus títulos a vencer no curto prazo e vive a possibilidade de estatizações de empresas exportadoras ligadas ao agronegócio. Estes componentes empacam a tentativa do novo presidente Alberto Fernández (imagem) de revigorar a indústria.

Os indícios de emigração já estavam no ar. No final de 2019, o presidente Jair Bolsonaro já havia afirmado que, em caso de vitória da chapa oposicionista formada por Fernández e Cristina Kirchner, empresas importantes poderiam mudar para o Brasil, afetando mais ainda a balança comercial do Mercosul. A afirmação causou desconforto e agora se confirma em parte.

A saída da Saint-Gobain Sekurity é o pior exemplo. A empresa se instalou na Argentina em 2016, durante a mandato do ex-presidente Mauricio Macri. Foram investidos US$ 200 milhões na fábrica, graças a um acordo com o governo. Além dos 150 empregados especializados demitidos, toda a cadeia de fornecimento será desfeita.

Comentários

  1. Alberto

    Espero que os argentinos estejam felizes em terem falido o próprio país.

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