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El Niño eleva riscos no agro e pressiona estratégias de proteção

Da redação
27 de maio de 2026
Fenômeno cria cenário de incerteza para produtores e aumenta a necessidade de proteção para mitigar riscos

O El Niño volta ao radar do agronegócio brasileiro e traz consigo um ambiente de incerteza que exige maior atenção dos produtores e do mercado segurador. Relatório elaborado pelo IRB(P&D), área do IRB(Re) dedicada a pesquisa e desenvolvimento, avalia os impactos do fenômeno climático na Bacia Hidrográfica do Paraná, região estratégica para a produção de soja e para a economia nacional.

Segundo projeções da NOAA, há alta probabilidade de que o El Niño se desenvolva e persista até o fim de 2026. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, altera padrões de chuva e temperatura, afetando diretamente a disponibilidade hídrica e a produtividade agrícola. A análise do IRB(P&D) mostra que essas variações podem repercutir na sinistralidade do seguro rural, reforçando a necessidade de mecanismos de proteção mais robustos.

A metodologia proposta conecta indicadores globais de clima, dados regionais de seca e métricas de perdas seguradas, permitindo uma visão integrada do risco. Para Reinaldo Marques, superintendente Atuarial do IRB(Re), compreender essa relação é decisivo para antecipar impactos e aprimorar estratégias de subscrição e gestão de portfólio. O estudo destaca ainda que os efeitos do El Niño não são lineares e variam conforme a região, exigindo abordagens específicas para cada território.

Na prática, o Norte e o Nordeste tendem a enfrentar maior risco de estiagem, enquanto o Sul pode registrar excesso de chuvas e cheias. Essa heterogeneidade reforça a importância de diagnósticos climáticos precisos e de políticas de mitigação que protejam tanto a produção agrícola quanto os ativos financeiros ligados ao setor.

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