A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE, mostra que a taxa de desocupação subiu para 12,6% trimestre móvel encerrado em abril. O resultado, pressionado pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, representa uma alta de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de novembro de 2019 a janeiro de 2020. Segundo o IBGE, foram 898 mil pessoas a mais na fila por um emprego no país. O Brasil soma agora 12,8 milhões de desempregados. Já a população ocupada (89,2 milhões) caiu 5,2% na comparação entre os trimestres – recorde da série histórica. Adriana Beringuy, analista da pesquisa, apontou que os impactos da crise foram sentidos tanto entre os informais quanto entre trabalhadores com carteira assinada. “Dos 4,9 milhões de pessoas a menos na ocupação, 3,7 milhões foram de trabalhadores informais. O emprego com carteira assinada no setor privado teve uma queda recorde também. A gente chega em abril com o menor contingente de pessoas com carteira assinada, que é de 32,2 milhões”, destacou.
