Banco cita empresas como Renner, C&A, Cyrela, B3 e XP entre as ações que poderiam se beneficiar de uma reprecificação dos ativos brasileiros
Além de projetar uma possível alta de até 45% para a Bolsa em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), o BTG Pactual aponta os segmentos que poderiam apresentar desempenho superior ao mercado. Entre eles estão varejo, incorporadoras de médio e alto padrão, empresas do mercado de capitais e companhias mais alavancadas.
Entre as empresas destacadas pelos analistas estão Renner, C&A e Assaí, no varejo; Cyrela, no setor imobiliário; B3 e XP, no mercado de capitais; além de Localiza, Motiva, Rede D’Or, Equatorial, Energisa, Auren, Sabesp e Allos. O relatório também cita Movida, Vamos, Cosan, Dexco e Bradesco entre companhias com maior exposição ao movimento de valorização dos ativos.
A lógica do banco é que uma eventual reprecificação da Bolsa, acompanhada de melhora na percepção sobre o cenário fiscal, favoreceria especialmente empresas mais sensíveis à atividade econômica, ao custo de capital e às condições financeiras.
O BTG destaca ainda que companhias mais alavancadas tendem a apresentar desempenho superior nesse cenário e lista HBR Realty, LOG CP, Lojas Quero-Quero, BrasilAgro, Auren e Helbor entre as empresas com maiores níveis de dívida líquida em relação ao Ebitda projetado para 2026.
Outro grupo destacado pelo relatório é o de empresas com grandes posições vendidas (short), que, segundo o BTG, podem apresentar recuperação importante nos próximos dias caso ocorra uma mudança rápida na percepção dos investidores. A lista inclui Taesa, MRV, Fras-le, Unipar, Auren e Kepler Weber, entre outras.
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