PATROCINADORES

Economia vê tombo ‘moderado’ do PIB e reforça a necessidade de reformas

Em nota divulgada nesta quarta-feira (3), a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia repercutiu o resultado o PIB brasileiro em 2020, que teve retração de 4,1%. A SPE destacou que a atividade econômica nacional teve “recuo moderado” e um “desempenho melhor” que o tombo de 5% da média de países acompanhados pela OCDE (amostra de 31 países com dados disponíveis para o ano). “Dada a intensidade da crise internacional causada pela pandemia, apenas a China apresentou resultado positivo em 2020 e, ainda assim, muito abaixo de sua média histórica recente (6%). O Brasil apresentou resultado melhor que outros países da América Latina, como México (-8,7%), Colômbia (-6,8%) e países do G7, a exemplo do Reino Unido (-9,9%), da Alemanha (-5,3%) e do Japão (-4,8%). O PIB do Brasil ficou também relativamente próximo do desempenho dos EUA em 2020 (-3,5%)”, observou o comunicado.

A secretaria destacou também o crescimento de 3,2% da economia no quarto trimestre (na comparação com o trimestre anterior) e apontou que a expansão foi puxada pela “eficácia do conjunto de ações de estímulo durante a pandemia”. “Os resultados do PIB corroboram a recuperação das expectativas de melhora da atividade econômica ao longo do segundo semestre de 2020 e demonstram o acerto das medidas adotadas de enfrentamento à Covid-19 e a pronta reação da economia brasileira.”

A SPE ressaltou a importância da agenda de fortalecimento de marcos legais, com a aprovação de novas legislações referentes a saneamento básico, licitações e falências, e manteve a previsão oficial de crescimento de 3,2% neste ano, com o alerta que para confirmar o cenário “é necessária a aprovação das reformas estruturais e medidas que viabilizem a consolidação fiscal”. “Para 2021, a SPE adverte que é essencial combinar um conjunto de elementos, que inclui a manutenção da política monetária em terreno acomodatício, a expansão da vacinação, a consolidação fiscal e a continuidade das reformas estruturais. A combinação desses fatores elevará a confiança e garantirá maior vigor da atividade ao longo do ano, especialmente, porque as incertezas econômicas globais continuam elevadas devido à continuidade da pandemia. Novos marcos seguem sendo aprimorados, prontos para serem aprovados ao longo de 2021, como é o caso da Nova Lei do Gás e do novo marco legal de cabotagem.”

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × cinco =

Pergunte para a

Mônica.