Setor cresce apoiado em comportamento multicanal e maior comparação de preços e benefícios
O comércio eletrônico brasileiro deve movimentar cerca de R$ 260 bilhões em 2026, segundo projeções do estudo E-Consumidor 2026, realizado pela Nuvemshop em parceria com a Opinion Box. O levantamento indica que o setor inicia o ano apoiado na diversificação dos canais digitais e em um consumidor mais propenso a comparar preços, benefícios e experiências antes de concluir a compra.
De acordo com a pesquisa, os consumidores passaram a combinar diferentes plataformas ao longo da jornada de compra, transitando entre marketplaces, redes sociais e lojas próprias das marcas. Apesar desse comportamento multicanal, os marketplaces seguem como principal ambiente de consumo digital, sendo a escolha prioritária de 70% dos usuários.
A preferência por esses canais está ligada principalmente à percepção de valor. Entre os entrevistados, 57% apontaram a competitividade de preços como principal fator de atração, enquanto 55,3% destacaram a facilidade de navegação e a agilidade no fechamento da compra como elementos relevantes para a decisão.
Além do preço, benefícios adicionais influenciam o comportamento do consumidor. O frete grátis aparece como o principal incentivo, citado por 67,4% dos respondentes. Em seguida, surgem programas de pontos e benefícios (32,8%), descontos diretos (32,7%) e ofertas de cashback (24,8%).
Segundo Eduardo Esparza, vice-presidente e general manager da Tenerity para Ibéria e América Latina, o avanço do comportamento multicanal exige ajustes por parte das marcas. Para ele, o consumidor passou a circular entre plataformas, o que aumenta a necessidade de estratégias que atraiam esse público para os canais próprios, com jornadas de compra simples, seguras e competitivas.
As estimativas para 2026 indicam continuidade da expansão do setor. Um levantamento da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce projeta crescimento de cerca de 10% em relação a 2025, com faturamento estimado em R$ 258,4 bilhões.
O número de compradores online deve avançar 2,5%, alcançando 96,87 milhões de pessoas. Já o volume de pedidos pode chegar a 457,38 milhões, alta de 5%, enquanto o tíquete médio deve crescer 4,7%, para R$ 564,96.
Para Esparza, os dados indicam que o crescimento do e-commerce passa, cada vez mais, pela adoção de estratégias de relacionamento e engajamento. Programas de benefícios e iniciativas voltadas ao direct to consumer tendem a ganhar relevância em um ambiente de maior concorrência e sensibilidade a preço.
