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Dois dados que fustigam as teses negacionistas

Duas notícias publicadas hoje são um tiro de misericórdia nas teses negacionistas em relação à pandemia do coronavírus.

A primeira diz respeito à queda de expectativa de vida no estado de São Paulo. Pela primeira vez desde 1940, esse índice caiu. Em 2019, os paulistas tinham a possibilidade de viver até os 76,4 anos. Com a Covid-19, que vitimou 89 000 pessoas no estado, a expectativa caiu para 75,4 anos, segundo a Fundação Seade, responsável pelas estatísticas.

A outra notícia compila o levantamento da organização em saúde Vital Strategies, publicada no painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Segundo o estudo, o Brasil teve 275 587 mortes além do que estava previsto para 2020. Do total, 220 469 são de vítimas da Covid-19. Os 55 118 restantes, no entanto, foram mortos em decorrência de outras doenças. Desde 2003, a média anual de mortes no Brasil estava em torno de 1,1 milhão de indivíduos. Mas, no ano passado, em virtude da pandemia, este número subiu para quase 1,5 milhão.

Essas mortes adicionais (além das relacionadas ao coronavírus), segundo os especialistas, têm a ver com a falta de diagnósticos e de tratamento – uma consequência do isolamento social vivido pela população. Isso se reflete especialmente em doenças fatais, que podem ser curadas quando o início do terapia é rápido. Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, cerca de 50 000 casos de câncer estão sem tratamento atualmente, uma vez que não foram detectados em 2020.

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