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Dia dos Pais deve movimentar R$ 10,5 bilhões no e-commerce

Da redação
29 de julho de 2026
Com projeção de alta de 10,81%, setor aposta na conveniência e no aumento do volume de pedidos, apesar dos juros elevados e cautela do consumidor

O comércio eletrônico brasileiro se prepara para uma data estratégica em seu calendário: o Dia dos Pais. De acordo com projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), a data deve movimentar R$ 10,56 bilhões em vendas online neste ano, superando os R$ 9,53 bilhões registrados em 2025.

O levantamento aponta que, embora o crescimento de 10,81% nas vendas demonstre a resiliência do setor, o avanço ocorre em um ritmo mais moderado do que o observado no ano anterior, quando a expansão foi de 15,44%.Comportamento do consumidor e cautela econômica

Um dos pontos de destaque na análise é a estabilidade do ticket médio, que deve passar de R$ 568,61 para R$ 571,28. Em contrapartida, o número de pedidos apresenta uma perspectiva de alta, atingindo 18,49 milhões, frente aos 16,76 milhões de 2025.

Para Fernando Mansano, presidente da ABIACOM, esses números refletem um comportamento de consumo adaptado ao cenário econômico atual. “O aumento no número de pedidos mostra que a intenção de presentear permanece elevada. No entanto, os juros altos limitam o poder de compra, fazendo com que muitos consumidores escolham produtos mais acessíveis ou substituam marcas premium por opções de melhor custo-benefício”, explica o executivo.

Além dos juros elevados, que tornam o crédito mais caro e restringem o parcelamento, 2026 traz fatores adicionais de influência no orçamento das famílias, como o calendário eleitoral e a realização da FIFA World Cup. Esses elementos podem direcionar parte da verba do consumidor para outros setores, como entretenimento e viagens.Categorias em destaque

Para quem pretende presentear, a variedade do e-commerce continua sendo um atrativo. As categorias que devem concentrar as maiores demandas incluem:


• Eletrônicos;
• Moda e calçados;
• Perfumaria e acessórios;
• Bebidas e artigos esportivos;
• Ferramentas, relógios e produtos personalizados.


“Projetamos um crescimento superior a 10%, o que demonstra a força do comércio eletrônico brasileiro mesmo em um cenário desafiador. Os consumidores continuam comprando, mas de forma mais planejada, pesquisando preços e buscando ofertas que proporcionem maior valor pelo dinheiro investido”, conclui Mansano.

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