Pesquisa revela que presença e conexão emocional ganharam espaço no lugar dos presentes; apenas 1% afirma ter mais dinheiro para gastar do que em 2024
A comemoração do Dia dos Pais em 2025 promete ser mais afetiva do que consumista. Segundo uma pesquisa da Hibou com o Score Group, 69% dos brasileiros pretendem gastar até R$ 250 com a data, e 38% dizem estar com o orçamento mais apertado em comparação com o ano passado. Apenas 1% afirma ter mais condições financeiras para gastar neste ano.
A sondagem, realizada com 1.233 pessoas entre os dias 20 e 22 de julho, aponta para uma mudança de comportamento: menos presentes, mais presença. Para 24% dos entrevistados, estar com a família é o verdadeiro presente. Ainda assim, itens como roupas (62%), calçados (41%) e perfumes (29%) lideram as intenções de compra, seguidos por artigos para churrasco (19%).
“O impacto real nasce do respeito à jornada emocional das pessoas”, analisa Albano Neto, do Score Group.
O presente mais comum: o próprio tempo
O tradicional almoço em casa é a atividade mais mencionada para o domingo (39%), seguido por manifestações de respeito (30%), união (25%) e saúde (24%). Apenas 12% consideram os presentes indispensáveis. A percepção da data como puramente comercial também caiu: agora apenas 21% pensam assim, ante 27% no ano passado.
A pesquisa mostra ainda que 17% dos consumidores pretendem se autopresentear, enquanto 50% vão homenagear seus pais e 37%, os maridos. Entre os pais, os presentes mais desejados são roupas (47%), viagens (31%) e perfumes (27%).
“As marcas que se comunicarem com respeito e autenticidade terão mais chance de gerar conexão”, diz Ligia Mello, CSO da Hibou.
Publicidade precisa de sensibilidade
A maioria dos brasileiros deve passar o domingo em casa: 55% planejam assistir TV, principalmente via streaming. A Netflix lidera as preferências (41%), seguida por Globo (35%) e canais pagos (29%).
Apesar das campanhas emotivas, 27% dos entrevistados dizem que não prestam atenção em ações publicitárias para o Dia dos Pais. Além disso, 10% já se sentiram incomodados com campanhas, especialmente por mensagens forçadas ou que despertam desconforto em momentos de vulnerabilid
