PATROCINADORES

Desemprego recua a 5,1% no fim de 2025

Da redação
20 de fevereiro de 2026
Queda atinge também jovens e mulheres, enquanto renda cresce e mercado formal segue forte no país

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,1% no quarto trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice caiu frente aos 5,6% do trimestre anterior e aos 6,2% registrados no mesmo período de 2024, marcando um dos níveis mais baixos da série histórica.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), levantamento trimestral que detalha o comportamento do mercado de trabalho brasileiro.

Entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de desocupação caiu para 11,4% no quarto trimestre de 2025, ante 12,8% um ano antes — o menor patamar desde o início da série, em 2012. O número de jovens desempregados ficou em cerca de 1,6 milhão, abaixo dos 1,9 milhão registrados no fim de 2024.

O recuo do desemprego se espalhou por diferentes faixas etárias. Segundo o IBGE, os níveis atuais estão próximos dos menores já registrados também entre adultos de 25 a 59 anos e pessoas com 60 anos ou mais.

No recorte por gênero, a taxa de desocupação entre mulheres caiu de 7,5% para 6,2% em um ano, enquanto entre os homens passou de 5,1% para 4,2% — ambos os menores níveis da série histórica. Já na análise por cor ou raça, a taxa ficou em 6,1% entre pretos, 5,9% entre pardos e 4,0% entre brancos.

O mercado formal também mostrou força: 74,4% dos trabalhadores do setor privado estavam empregados com carteira assinada. A renda média real habitual alcançou R$ 3.613, acima dos R$ 3.527 do trimestre anterior e dos R$ 3.440 registrados um ano antes.

Com mais gente trabalhando e renda em alta, o consumo das famílias segue sustentado. Por outro lado, empresas enfrentam custos maiores com salários, o que costuma pressionar a inflação de serviços — componente geralmente mais persistente.

Apesar do mercado de trabalho aquecido, indicadores recentes apontam desaceleração econômica. A prévia do PIB medida pelo Banco Central do Brasil (IBC-Br) avançou 2,5% em 2025, abaixo dos 3,7% observados em 2024. A produção industrial, o comércio e os serviços também cresceram em ritmo menor.

O ciclo de juros elevados, conduzido pelo Banco Central entre 2024 e 2025 para conter a inflação, contribuiu para esfriar a atividade econômica. A expectativa do mercado agora é pelo início gradual de cortes na taxa Selic nos próximos meses, dependendo do comportamento da inflação.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve