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Desemprego cai para 5,6%, menor índice desde 2012

Da redação
16 de setembro de 2025
Com 102,4 milhões de brasileiros ocupados, sendo 39,1 milhões com carteira assinada e 25,9 milhões atuando por conta própria, IBGE registra rendimento médio de R$ 3.484. Há 6,11 milhões desocupados

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta terça-feira (16) mostra que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho caiu para 5,6%, o menor da série histórica iniciada em 2012. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve recuos de 1 ponto percentual frente ao trimestre móvel anterior (6,6%) e de 1,2 ponto diante do mesmo trimestre móvel de 2024 (6,9%). 

Os dados divulgados refletem recortes do comportamento da economia. A Pnad Contínua registra:

  • População desocupada (6,11 milhões) recuou 14,2% (ou menos 1 milhão de pessoas) no trimestre e queda de 16% (menos 1,2 milhão de pessoas) no ano.
  • População ocupada (102,4 milhões) foi recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 1,2% (mais 1,2 milhão) no trimestre e 2,4% (mais 2,4 milhões) no ano.
  • Nível da ocupação (percentual de ocupadas na população em idade de trabalhar) permaneceu no percentual recorde: 58,8%, subindo nas duas comparações: 0,6 ponto. no trimestre (58,2%) e 0,9 ponto (57,9%) no ano.
  • Taxa composta de subutilização (14,1%) foi a mais baixa da série, recuando nas duas comparações: -1,3 ponto frente ao trimestre anterior (15,4%) e -2,1 ponto ante o mesmo trimestre de 2024 (16,2%).
  • População subutilizada (16,1 milhões) caiu nas duas comparações: -8,8% (menos 1,6 milhão) no trimestre e -12,4% (menos 2,3 milhões) no ano.
  • População subocupada por insuficiência de horas (4,6 milhões) ficou estável no trimestre e caiu 7,1% (menos 349 mil pessoas) no ano. A população fora da força de trabalho (65,6 milhões) manteve estabilidade nas duas comparações.
  • População desalentada (2,7 milhões) caiu 11,0% (332 mil pessoas a menos) no trimestre e recuou 15,0% (menos 475 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,4%) caiu 0,3 ponto no trimestre e recuou 0,4 ponto. no ano.
  • Número de empregados no setor privado (52,6 milhões) foi recorde da série, ficando estável no trimestre e crescendo 2,2% (mais 1,2 milhão) no ano.
  • Número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) atinge novo recorde da série (39,1 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 3,5% (mais 1,3 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões) ficou estável nas duas comparações.
  • Empregados no setor público (12,9 milhões) foi novo recorde, crescendo nas duas comparações: 3,4% (mais 422 mil pessoas) no trimestre e 3,5% (mais 434 mil) no ano.
  • Trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) foi recorde, com alta nas duas comparações: 1,9% (mais 492 mil pessoas) no trimestre e 4,2% (mais 1 milhão) no ano.
  • Taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais) contra 38% (ou 38,5 milhões) no trimestre anterior e 38,7 % (ou 38,7 milhões) no trimestre encerrado em julho de 2024. 
  • Rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.484) foi recorde, crescendo nas duas comparações: 1,3% no trimestre e 3,8% no ano.
  • Massa de rendimento real habitual (R$ 352,3 bilhões) foi recorde, crescendo em ambas as comparações: 2,5% (mais R$ 8,6 bilhões) no trimestre e 6,4% (mais R$ 21,3 bilhões) no ano.   

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