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Desemprego cai para 5,6%, a menor taxa desde 2012

Da redação
14 de novembro de 2025
Nível de desocupação recua em todas as faixas de tempo de procura; informalidade permanece estável

A taxa de desemprego do Brasil caiu para 5,6% no terceiro trimestre de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo a PNAD Contínua Trimestral divulgada nesta sexta-feira (14) pelo IBGE. Em relação ao trimestre anterior, a taxa recuou em apenas duas das 27 unidades da federação e ficou estável nas demais.

Os Estados com maiores taxas de desemprego foram Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%). Já os menores índices apareceram em Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%) e Rondônia (2,6%).

Os dados incorporam a reponderação da série histórica da PNAD Contínua, atualizada com base nas projeções populacionais que já refletem o Censo 2022.

Tempo de procura por trabalho recua em todas as faixas

Todas as quatro faixas de tempo de procura avaliadas pela pesquisa registraram queda no número de desocupados na comparação anual. Duas delas atingiram o menor contingente para um terceiro trimestre desde o início da série:

  • de 1 mês a menos de 1 ano: 3,1 milhões
  • de 1 ano a menos de 2 anos: 666 mil

As faixas de procura de menos de um mês (1,1 milhão) e de 2 anos ou mais (1,2 milhão) também registraram os menores contingentes desde 2015. Nesta última, a redução foi de 17,8% ante o terceiro trimestre de 2024.

Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a queda reflete o período de ajustes do mercado de trabalho antes do último trimestre do ano. “A taxa de desocupação diminuiu devido a um aumento marginal, não significativo, da ocupação. Esse movimento reduziu o tempo de procura por trabalho”, explicou.

Mulher desemprega mais; taxa entre brancos é menor

A desocupação atinge 6,9% das mulheres e 4,5% dos homens. Por cor ou raça, brancos registram taxa abaixo da média nacional (4,4%), enquanto pretos (6,9%) e pardos (6,3%) apresentam índices mais altos.

Entre os níveis de escolaridade, a maior taxa é observada entre pessoas com ensino médio incompleto (9,8%).

Informalidade segue elevada no Norte e Nordeste

A taxa de informalidade no Brasil ficou em 37,8%, estável em relação ao trimestre anterior. O Maranhão lidera o índice, com 57%, seguido por Pará (56,5%) e Piauí (52,7%). Já Santa Catarina (24,9%) tem a menor proporção de trabalhadores informais.

Kratochwill destaca a relação entre informalidade, baixa escolaridade e menor rendimento médio. A queda de 130 mil trabalhadores domésticos sem carteira foi compensada pelo aumento de 111 mil servidores públicos sem registro no CNPJ.

Carteira assinada e trabalho por conta própria

Entre os empregados do setor privado, 74,4% possuem carteira assinada. Santa Catarina lidera o ranking (88%), enquanto Maranhão tem o menor percentual (51,9%).

O trabalho por conta própria representa 25,3% da população ocupada, com destaque para Maranhão (33,1%) e Pará (29,9%).

Rendimento cresce no Sul e Centro-Oeste

O rendimento médio real chegou a R$ 3.507, estável ante o trimestre anterior, mas acima dos R$ 3.373 registrados um ano antes. Sul e Centro-Oeste apresentaram aumento significativo, enquanto as demais regiões ficaram estáveis.

A massa de rendimento habitual somou R$ 354,6 bilhões, com estabilidade trimestral e alta anual. O Sudeste registrou o maior valor da série (R$ 176 bilhões).

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