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Desemprego cai a 5,2% e ocupação bate recorde no Brasil

Da redação
30 de outubro de 2026
País registra 103,6 milhões de pessoas empregadas, maior número da série histórica, enquanto contingente de empregadores chega a 4,5 milhões

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com a expectativa do mercado, que projetava o mesmo percentual, conforme pesquisa da Reuters.

O indicador apresentou queda em relação aos 5,4% registrados no segundo trimestre deste ano e aos 5,6% observados no mesmo período de 2025. Com isso, o país contabilizou 5,6 milhões de desempregados, redução de 234 mil pessoas em três meses e de 417 mil na comparação anual.

A população ocupada alcançou 103,6 milhões de trabalhadores, o maior contingente desde o início da série histórica, em 2012. O avanço foi de 0,6% no trimestre, equivalente à entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho, e de 1,2% em relação ao ano anterior.

Entre os setores que impulsionaram o resultado, a construção civil se destacou, com crescimento de 2,8% na ocupação e a abertura de 210 mil postos de trabalho no trimestre.

Outro recorde foi registrado no número de empregadores, que chegou a 4,5 milhões de pessoas, alta de 4,3% no trimestre e de 6,4% em um ano.

“Empregadores são multiplicadores de trabalho, visto que o fruto do seu empreendimento gera novas oportunidades”, afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.

O setor público também atingiu o maior contingente da série, com 13,2 milhões de trabalhadores, crescimento anual de 2,5%. O avanço foi impulsionado principalmente por contratações nas áreas de educação e administração municipal.

Já o número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 39,4 milhões. A estabilidade também foi observada entre trabalhadores informais, autônomos e domésticos.

Segundo o IBGE, os próximos levantamentos deverão mostrar com maior clareza os efeitos do período eleitoral sobre as contratações e a dinâmica do mercado de trabalho.

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