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Copom, o legado do economista Chico Lopes

Da redação
8 de maio de 2026

Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, o Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central e criador do Copom, morreu nesta sexta-feira (8), aos 80 anos, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde o dia 14. Filho de Lucas Lopes, ministro da Fazenda de Juscelino Kubitschek, Chico construiu uma trajetória acadêmica sólida, com graduação na UFRJ, mestrado na FGV e doutorado em Harvard, além de anos como professor na PUC-RJ.

Sua carreira foi marcada pela participação nos principais planos de estabilização econômica do país. Atuou no Plano Cruzado, colaborou no Plano Bresser e deu consultoria informal ao Plano Real. Mas foi no Banco Central, nos anos 1990, que deixou sua contribuição mais duradoura: a criação do Comitê de Política Monetária, o Copom, que até hoje define a taxa básica de juros e garante previsibilidade e transparência às decisões monetárias.

Em 1999, assumiu brevemente a presidência do BC em meio a uma das crises mais turbulentas da economia brasileira. Sua gestão foi marcada pelo socorro aos bancos Marka e FonteCindam, operação que gerou forte desgaste e levou à sua saída em poucas semanas.

O Banco Central, em nota oficial, destacou que Lopes dedicou décadas ao enfrentamento da inflação crônica dos anos 1980 e 1990 e homenageou sua inteligência e ousadia intelectual. O Copom, sua maior criação, permanece como símbolo de seu legado, mencionou o BC: uma estrutura institucional que transformou a condução da política monetária no Brasil e segue sendo referência para empresários, investidores e formuladores de políticas.

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