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Copom indica Selic em 15% por “período bastante prolongado”

Da redação
11 de novembro de 2025
Ata do colegiado do BC reforça cautela diante de incertezas e inflação acima da meta; decisão mantém tensão com o governo

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (11) a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva. O colegiado reforçou que a taxa deve permanecer nesse nível por “período bastante prolongado”, apesar das pressões do governo por cortes.

O documento aponta que o cenário segue marcado por “elevada incerteza”, exigindo cautela na condução da política monetária. Segundo o comitê, o atual patamar de juros é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta de 3% até o segundo trimestre de 2027.

As estimativas do BC indicam inflação de 4,6% ao fim de 2025 e de 3,6% em 2026, ambas acima do centro da meta. No horizonte de política monetária, a projeção é de 3,3%. O texto destaca ainda que o ambiente de expectativas desancoradas e a resiliência da atividade econômica justificam a manutenção de uma política “significativamente contracionista”.

A decisão do Copom, já esperada pelo mercado, manteve o nível mais alto da Selic desde 2006. O posicionamento do BC gerou novas críticas do governo. A ministra Gleisi Hoffmann voltou a cobrar redução dos juros, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o BC vai precisar começar a baixar os juros”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmando que ele tem conduzido avanços em temas regulatórios, como o setor de fintechs e o crédito imobiliário.

Segundo o mais recente Boletim Focus, a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano é de 2,16%.

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