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Copom deve reforçar cenário de corte da Selic a conta-gotas

Lucas Andrade
28 de abril de 2026
Itaú e XP projetam queda de 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) volta a decidir a taxa básica de juros em meio a um ambiente de forte incerteza global, marcado pela guerra no Oriente Médio e pela pressão dos preços do petróleo. Relatórios do Itaú Unibanco e da XP apontam que o Banco Central deve seguir com cortes graduais na taxa Selic, quase a conta-gotas, reforçando uma postura de cautela.

Segundo o Itaú, o Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, sem grandes mudanças na comunicação. A instituição destaca que a valorização do real e a entrada de capital externo ajudaram a conter parte das pressões, mas a inflação corrente surpreendeu para cima e as expectativas de mercado se deterioraram.

O BC, na visão do Itaú, deve enfatizar serenidade e prudência, indicando que os próximos passos dependerão da evolução dos dados e dos impactos da crise internacional.

Já a XP também projeta corte de 0,25 ponto nesta reunião, mas prevê reduções maiores em junho e agosto, caso o cenário externo se estabilize. A casa estima Selic em 13,50% ao fim de 2026, mas ressalta que os riscos inflacionários aumentaram, com atividade doméstica mais forte e expectativas de médio prazo em alta.

Para a XP, o comunicado do Copom tende a ser mais duro, reforçando a necessidade de calibrar a política monetária com cuidado, sem descartar a possibilidade de manter cortes menores ou até interromper o ciclo pela necessidade de preservar a credibilidade no combate à inflação.

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