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Consumo desacelera nas principais economias da América Latina

Da redação
16 de setembro de 2025
Movimento tem sido mais acentuado no México, onde os laços econômicos com os Estados Unidos exercem influência significativa sobre a atividade doméstica

Os gastos dos consumidores no Brasil, Chile e Colômbia estão desacelerando após um período relativamente robusto que se estendeu até meados de 2025, de acordo com relatório da agência Moody’s divulgado nesta terça-feira (16). A força dos mercados de trabalho, os ganhos salariais reais e a valorização cambial sustentaram o consumo privado nos últimos trimestres. No entanto, a desaceleração tem sido mais pronunciada no México, onde os laços econômicos com os Estados Unidos exercem influência significativa sobre a atividade doméstica.

A inflação persistente em toda a região deve limitar a capacidade dos bancos centrais de estimular ainda mais a demanda. Ao mesmo tempo, a incerteza em torno da política comercial dos EUA em relação à América Latina e os riscos específicos de cada país continuarão afetando as perspectivas de crescimento e remodelando o comportamento do consumidor.

De acordo com a Moody’s, o crescimento do consumo privado desacelerou e permaneceu moderado na maior parte da região. No Brasil e na Colômbia, os gastos dos consumidores diminuíram, enquanto no Chile houve recuperação após trimestres de desempenho mais fraco. A inflação segue próxima dos limites superiores das metas dos bancos centrais, impulsionada por mercados de trabalho apertados e choques de oferta que elevaram os preços de alimentos e eletricidade. A confiança do consumidor caiu no final de 2024, embora a partir de um patamar elevado.

Conforme análise da Moody’s, o México está particularmente vulnerável devido aos seus estreitos laços econômicos com os EUA e à ameaça de tarifas. Mesmo em outros países, os desafios fiscais e o estresse inflacionário restringem as opções dos bancos centrais para flexibilizar a política monetária, o que pesa sobre os gastos privados.

Apesar desse cenário, os ratings das empresas relacionadas ao consumo continuam a melhorar no México, Brasil e Chile, refletindo a resiliência dos fundamentos dessas companhias. A proporção entre elevações e rebaixamentos de rating por emissor seguiu em trajetória positiva ao longo de 2025. No entanto, as tensões comerciais e a desaceleração da atividade econômica devem começar a impactar os lucros e as métricas de crédito das empresas nos próximos meses.

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