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Construção civil tem maior alta desde 2022, puxada por reajustes salariais

Da redação
10 de julho de 2025
Índice Nacional da Construção Civil sobe 0,88% em junho, com custo do metro quadrado chegando a R$ 1.842,65. Espírito Santo lidera aumento

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registrou uma alta de 0,88% em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE. Essa variação representa uma aceleração de 0,45 ponto percentual em relação a maio (0,43%) e marca o maior avanço mensal desde agosto de 2022. No acumulado de 12 meses, a inflação da construção chegou a 5,34%, acima dos 5,01% registrados anteriormente.

O custo nacional da construção por metro quadrado subiu de R$ 1.826,53 em maio para R$ 1.842,65 em junho. Desse total, R$ 1.056,33 são referentes aos materiais e R$ 786,32 à mão de obra.

A principal pressão no mês veio da mão de obra, que teve alta de 1,52%, impulsionada por acordos coletivos firmados em diversas regiões do país. O aumento foi 1,19 ponto percentual superior ao de maio. Já os materiais apresentaram variação menor, de 0,41%, ligeiramente abaixo do registrado no mês anterior (0,51%).

Regionalmente, o Centro-Oeste liderou a alta com variação de 1,32%, impulsionada pelos reajustes salariais no Distrito Federal e em Goiás. No recorte estadual, o maior avanço foi registrado no Espírito Santo, com aumento de 3,06%, seguido por Distrito Federal (2,70%) e Goiás (2,12%).

No primeiro semestre, o SINAPI acumula alta de 2,07% nos materiais e 4,06% na mão de obra. Os dados consideram os custos com e sem desoneração da folha de pagamento, sendo que, na média nacional, os valores sobem para R$ 1.963,51 por metro quadrado sem a desoneração.

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