ICS da FGV avança 1,2 ponto em novembro e reflete resiliência do setor diante da desaceleração da economia; expectativas puxam resultado
O Índice de Confiança de Serviços (ICS), calculado pelo FGV Ibre, subiu 1,2 ponto em novembro e atingiu 90,1 pontos, o maior nível desde junho, quando marcou 90,7 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador avançou 1 ponto, chegando a 89,3 pontos.
Segundo Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre, o resultado mostra que o setor de serviços tem demonstrado resiliência, mesmo diante da desaceleração observada em outros segmentos da economia. Ele afirma que o setor responde melhor ao ambiente de restrição financeira e à política monetária mais apertada, que afetam diretamente o consumo e a confiança das famílias.
A alta do ICS foi impulsionada principalmente pelo componente de expectativas. O Índice de Expectativas (IE-S) avançou pela terceira vez consecutiva, subindo 2,4 pontos e chegando a 87,4 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA-S) variou 0,2 ponto, alcançando 93,1 pontos.
No ISA-S, houve estabilidade nos dois componentes: o volume de demanda atual variou 0,1 ponto, para 92,9 pontos, e a situação atual dos negócios subiu 0,2 ponto, para 93,2 pontos. Do lado das expectativas, o indicador de demanda prevista para os próximos três meses ficou praticamente estável, com variação de 0,1 ponto, para 85,2 pontos. Já a tendência dos negócios para os próximos seis meses avançou 4,4 pontos e atingiu 89,5 pontos.
