Nova funcionalidade da OpenAI já impacta estratégias digitais e acende alerta em agências e empresas, segundo análise da Kipai
Com a chegada da nova funcionalidade de compras diretamente no ChatGPT, que já integra plataformas como Shopify e Instacart, o mercado de marketing digital começa a repensar os fundamentos do SEO. A atualização da ferramenta da OpenAI transforma a IA em uma vitrine interativa, onde usuários podem conversar com o chatbot e concluir suas compras, sem precisar acessar buscadores ou sites tradicionais.
“É como se voltássemos ao ano 2000, quando o Google estava nascendo. Só que agora, em vez de palavras-chave, as pessoas usam linguagem natural”, explica Bruno Lima, fundador da Kipai, agência especializada em performance e experiência digital.
A mudança muda radicalmente a dinâmica de visibilidade online. Enquanto o Google apresenta uma lista de resultados, o ChatGPT oferece respostas únicas e diretas. Isso impõe um novo desafio às marcas: ser a resposta escolhida pela IA.
“Não adianta mais estar na segunda página. O funil de vendas está sendo comprimido em um único momento de decisão”, afirma Bruno. Para ele, o SEO tradicional não deixa de existir, mas sua lógica muda completamente. Agora, a prioridade é garantir que as informações da marca estejam estruturadas e legíveis para os modelos de IA, que tomam decisões baseadas em contexto, intenção e linguagem natural.
Além da queda de visibilidade orgânica, o avanço do uso comercial da IA pode impactar campanhas pagas. A lógica de custo por clique, conversão e atribuição de resultados pode sofrer grandes alterações conforme a IA assume o papel de mediador na jornada do consumidor.
“O SEO técnico vira pré-requisito, não diferencial. E pensar performance com a lógica antiga é um erro que pode custar caro. A IA deixou de ser uma ferramenta. Ela é o novo ambiente digital”, alerta o especialista.
Por enquanto, a função de compras no ChatGPT está disponível apenas para alguns usuários nos EUA, mas os efeitos dessa transformação já são percebidos. Segundo Bruno, essa mudança é mais do que tecnológica. ela é estratégica.
