Busca por ativos em dólar e mercados mais estáveis impulsionam diversificação patrimonial
O investimento em imóveis nos Estados Unidos tem ganhado força entre celebridades brasileiras, em um movimento que reflete a busca por proteção patrimonial em moeda forte e diversificação de ativos. Nomes como Neymar, Gisele Bündchen e Anitta estão entre os exemplos de investidores com propriedades no país, especialmente na Flórida.
O interesse, no entanto, vai além do universo das celebridades e acompanha uma tendência mais ampla entre investidores de alta renda. Segundo dados do setor, estrangeiros responderam por cerca de 21% das transações residenciais na Flórida entre 2024 e 2025, com cidades como Miami, Orlando e Tampa concentrando a maior parte das aquisições. A valorização dos imóveis na região tem variado entre 6% e 9% no período.
O cenário econômico dos Estados Unidos, com inflação em torno de 2,7% e juros entre 4,25% e 4,50%, reforça a percepção de estabilidade e previsibilidade do mercado. Esse ambiente tem atraído investidores interessados em ativos atrelados ao dólar e com potencial de geração de renda.
Para especialistas, o movimento indica uma mudança estrutural na gestão de patrimônio. “O investimento internacional deixou de ser algo pontual e passou a fazer parte da estratégia de proteção patrimonial. A busca por ativos em dólar está diretamente ligada à preservação de valor em cenários de incerteza”, afirma Leandro Sobrinho, cofundador da Davila Finance.
Além da proteção cambial, fatores como segurança jurídica, ambiente regulatório e dinamismo econômico pesam na decisão. “Esses investidores buscam previsibilidade, ativos que gerem renda e um ambiente favorável aos negócios”, diz Thiago Davila, empreendedor do setor imobiliário.
Apesar das vantagens, especialistas alertam para a necessidade de planejamento. Custos operacionais, regras tributárias e exposição cambial devem ser considerados antes da aquisição. “O erro mais comum é investir sem estratégia. É preciso entender o papel do ativo dentro do portfólio”, afirma Sobrinho.
A tendência, segundo o setor, é de continuidade desse movimento diante do cenário global de incertezas e da busca por ativos mais previsíveis. Com isso, os Estados Unidos seguem como um dos principais destinos para investidores internacionais no mercado imobiliário.
