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Ceia de Natal sobe 7% em um ano e avança acima da inflação

Da redação
25 de dezembro de 2025
Cesta típica do fim de ano acumula alta de quase 50% em cinco anos, superando o IPCA e pressionando o orçamento das famílias

Mesmo com a desaceleração da inflação em 2025, o custo da ceia de Natal continuou avançando acima da média dos preços no país. Nos últimos 12 meses, a cesta de produtos tradicionalmente consumidos nas festas de fim de ano registrou alta de 7,07%, percentual superior ao IPCA do período, que ficou em 4,46%.

No recorte de cinco anos, a diferença se torna ainda mais evidente. Enquanto a inflação oficial acumulou avanço de 38,7%, os itens da ceia subiram 49,57%, ampliando a percepção de encarecimento do Natal entre os consumidores.

O levantamento considera produtos recorrentes na mesa natalina, como carnes, laticínios, frutas, vinhos e itens importados. O resultado ajuda a explicar por que o fim de ano é percebido como mais caro, mesmo em um cenário de inflação geral mais moderada.

Entre os itens com maior pressão no longo prazo, as frutas lideram as altas, com aumento acumulado de 93,08% em cinco anos, influenciadas por eventos climáticos e custos logísticos. Os laticínios também apresentaram elevação significativa: os preços dos queijos avançaram 56,37% e os do leite condensado, 55,54% no mesmo período. Já o bacalhau, um dos principais símbolos da ceia, acumulou alta de 48,2%, refletindo, entre outros fatores, a variação cambial.

No recorte mais recente, os itens importados voltaram a puxar a inflação da ceia. Em 12 meses, os vinhos registraram alta de 16,36% e o bacalhau subiu 17,6%, mesmo com alguma valorização do real ao longo de 2025. As frutas, por outro lado, apresentaram leve recuo de 0,6%, beneficiadas por uma melhora na oferta.

O impacto no orçamento das famílias é direto. Segundo simulação do estudo, uma ceia que custava R$ 1.000 em 2020 passou a exigir cerca de R$ 1.495 em 2025. O aumento não se concentra em um único produto, mas se distribui entre itens essenciais, substituições e ajustes no consumo.

A pressão de preços também se estende aos presentes. Flores naturais acumularam alta de 60,6% em cinco anos, enquanto as roupas subiram 40,36%. Em contrapartida, os brinquedos avançaram 19,07% no período, o que ajuda a explicar sua permanência entre as opções mais procuradas no Natal.

Os dados indicam que o encarecimento do Natal não é apenas uma questão de preços mais altos, mas de impacto desigual sobre categorias associadas à celebração e à sazonalidade, reforçando a sensação de inflação elevada no fim do ano, mesmo com a desaceleração dos índices oficiais.

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